quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Bocejei. Esfreguei a mão nos olhos e tentei amenizar o sono. Ele falava tanta besteira, que sentia meus ouvidos sujos, e eu concordava, com os olhos pesados, querendo fazer uma fuga rápida e sem vestígios, mas não teve jeito, o garoto nem piscava, só falava, falava, falava, e mal me dava espaço para respirar. Seu vocabulário era chulo, e seu papo não era nada agradável, era do tipo de pessoa que falava muito, mas nada interessante. Falou aproximadamente por 30 minutos sobre a mesma coisa: ”Como ele me faria feliz”. É claro que não acreditei em nada, e nem se quer me senti abalada. Depois de tantas experiências sofridas que passei, até de meu reflexo eu já suspeitava. Durante uns dias, estive querendo manter distancia de relacionamentos, só de pensar meu estômago já revirava. Eu estava fadigada de tantas mentiras, preferia me enfiar em livros, viver historias improváveis com meu próprio eu, do que amar. Ah, como eu queria que todos esses hipócritas fossem para o inferno, e me deixassem em paz. Bem no melhor momento de solidão da minha vida, me aparece alguém com o papo de felicidade a dois. Ah! Qual é? Quem realmente acredita nisso. Vou dizer-lhe por que mulheres não prestam. Puro convivo com homens egoístas.Virou moda ser cobra.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário